Guararapes participa da CASACOR Minas Gerais 2026 com lançamentos em MDF e presença em seis ambientes da mostra
Alinhada ao tema "Mente e Coração", a marca dá vida a projetos que unem acolhimento, sustentabilidade e marcenaria autoral na PUC Minas Lourdes
A Guararapes inicia sua participação no calendário 2026 da CASACOR na mostra de Minas Gerais, aberta ao público desde o último dia 15 de agosto. Alinhada ao tema “Mente e Coração”, a marca está presente em seis projetos assinados por grandes nomes da arquitetura mineira. Os ambientes traduzem a busca por refúgio e identidade por meio de formas orgânicas e paletas afetivas, materializadas em painéis que vão do compensado Guaraply aos sofisticados lançamentos da marca (Doce de Leite, Marrom Sépia, Verde Oliva), passando por outros MDFs do portfólio, como Areia, Bronze, Fresno Coimbra, Grafite, Imbuia, Marsala e Metal Champagne.
As marcenarias autorais apresentam diversas possibilidades de aplicação e uso dos painéis, que vão de funções decorativas às de organização espacial dos ambientes, criando espaços para pausas e proporcionando sensação de conforto e momentos de reconexão.
Confira os detalhes dos ambientes que utilizam os painéis da Guararapes na CASACOR Minas Gerais 2026:
“Lounge Guararapes”
O “Lounge Guararapes” cria um espaço sensorial, capaz de equilibrar precisão estética e experiência emocional. As linhas orgânicas, marcantes nos trabalhos do escritório Pedro Felix Arquitetura, que assina o projeto, recebem o visitante de maneira envolvente, como em um convite a desacelerar.
O layout e a disposição do mobiliário no espaço de 70 m² criam pequenas ilhas de convivência, favorecendo conversas íntimas, momentos de pausa e promovendo bem-estar.
A atmosfera acolhedora é reforçada por uma iluminação indireta e suave, quase emocional, que favorece o relaxamento e a conexão humana. A paleta traz diversos tons de marrom, com destaque para o amadeirado do MDF Fresno Coimbra, da Guararapes. Com os veios da madeira europeia de tonalidade escura sincronizados à textura, o painel insere camadas sensoriais ao projeto. Já o acabamento Matt superfosco, de toque aveludado, do MDF Marrom Sépia (lançamento da marca), traz na intensidade da cor o toque de elegância, despertando a sensação de pertencimento.
“A madeira foi escolhida por sua capacidade de traduzir acolhimento, permanência e conforto de forma natural. No lounge de descanso, ela aparece como um elemento estruturador da atmosfera do projeto, envolvendo o ambiente em uma linguagem contínua e serena. Esteticamente, sua textura e tonalidade aquecem a composição e reforçam a sensação de sofisticação atemporal”, explica o arquiteto. Funcionalmente, os painéis contribuem para o conforto sensorial, melhorando a percepção acústica e proporcionando uma vivência agradável, que transforma o ambiente em um verdadeiro refúgio.
“Refúgio entre Tempos”
Inspirada no tema da CASACOR para 2026, “Mente e Coração”, a arquiteta Bárbara Antunes apresenta dois ambientes que somam 56 m²: um living e uma sala de jantar. Apesar de integrados, os espaços possuem identidade própria e se conectam por meio da arquitetura e da iluminação. Com mobiliário de formas orgânicas, o living foi concebido como um ambiente que convida à leitura, às conversas e à contemplação. A sala de jantar reforça a ideia de convivência e apresenta mesa com banco estofado e assentos confortáveis, incentivando encontros descontraídos, nos quais as refeições se estendem naturalmente e o tempo passa a ser vivenciado com mais calma.
Valorizando os volumes acolhedores, os materiais naturais e as formas curvas, a composição visual é equilibrada. A paleta incorpora tons de mostarda, além de neutros quentes, de vinho e terrosos, como os dos MDFs Areia, Marsala e Marrom Sépia, respectivamente, que compõem com os amadeirados do MDF Imbuia, reforçando a proposta de acolhimento, sem protagonismos individuais. Todos os painéis são da Guararapes.
“O MDF foi escolhido pela versatilidade, qualidade de acabamento e possibilidade de executar soluções curvas com elevada precisão, permitindo que a linguagem arquitetônica fosse traduzida fielmente. Além disso, proporciona uniformidade estética, durabilidade e excelente desempenho”, avalia Bárbara.
A iluminação foi pensada de maneira cênica e tem na grande luminária central, revestida em tecido de linhão, o coração do ambiente. A peça irradia luz quente, difusa e acolhedora, acentuando a sensação de conforto e a atmosfera intimista do espaço.
“Alento - Foyer PUC”
Ex-alunas da PUC Minas, as arquitetas Camila Vilela e Bárbara Pazzini assinam o “Alento - Foyer PUC”, projeto que representa a presença da universidade na região do bairro de Lourdes para além da mostra de decoração, a partir de uma proposta contemporânea e fluida.
Com 62 m², o espaço é setorizado em áreas de atendimento, de estar e de contemplação. Nestas últimas, o visitante conhece a maquete impressa em 3D da universidade e a Galeria Jomar Bragança — uma homenagem à edificação que recebe a mostra usando quadros com imagens capturadas pelo fotógrafo mineiro —, tendo como pano de fundo o MDF Doce de Leite, lançamento da Guararapes. Já no espaço de atendimento, o balcão com linhas curvas, executado em MDF Metal Champagne, é o destaque.
“Optamos pelo MDF Guararapes para contribuir com a sensação de conforto do ambiente, complementada pelo piso de taco original restaurado, ao mesmo tempo em que inserimos personalidade, cor e acabamentos ora foscos, ora com leve brilho metálico”, comentam as arquitetas.
A paleta ainda conta com tons neutros e com o chamado Azul “PUC”, que compõem com o mobiliário de design orgânico e modular, a iluminação técnica (que valoriza os elementos arquitetônicos) e os acabamentos em couro e veludo, criando uma atmosfera teatral, uma vez que o ambiente antecede o acesso ao auditório. Após o término da mostra, o espaço se tornará permanente e de uso contínuo da universidade.
“Cria Café e Galeria de Arte”
O escritório ESC. Arquitetura, comandado pelas arquitetas Patrícia Naves e Mariana Queiroz, apresenta na CASACOR Minas Gerais um ambiente projetado como ponto de encontro no percurso da mostra. A partir do corredor que abriga a galeria de 40 m², o espaço se estende a um café de 72 m², envolto por uma grande arquibancada que convida o visitante a ocupá-lo de forma livre.
Pensado sob a premissa da sustentabilidade e do mínimo desperdício, o ambiente tem no compensado Guaraply, da Guararapes, o seu grande protagonista. Usado tanto na estrutura quanto no revestimento, o material aparece na arquibancada, no mobiliário (mesas e bancos de autoria do escritório) e como acabamento das paredes da galeria, servindo de pano de fundo para as obras de arte.
“Optamos pelo compensado estrutural de pinus, madeira de manejo florestal, pela relevância prática, estética e simbólica que ele carrega na história da arquitetura. A transformação de um material acessível em peças de mobiliário que se tornaram clássicas e seu uso na arquitetura modernista representaram uma mudança de paradigma da ideia do luxo no século passado. Acreditamos que o luxo está na acessibilidade e na inclusão”, comentam as arquitetas.
Esse apelo sustentável dialoga com a própria operação do café, que utiliza utensílios biodegradáveis e serve grãos oriundos de plantio regenerativo, com foco na recuperação ambiental, rastreabilidade e alta qualidade. A iluminação natural abundante é valorizada pelos tons claros da paleta do espaço, no qual os elementos constitutivos assumem função e definem a estética dos ambientes.
“Prisma – Ótica Gustavo Eyewear”
O conceito do projeto “Prisma – Ótica Gustavo Eyewear” baseia-se na propriedade física do prisma de decompor a luz em diferentes espectros, propondo uma reflexão sobre as múltiplas formas de enxergar o mundo.
Para valorizar os óculos como protagonistas, a composição parte de uma base arquitetônica sóbria e monocromática em tons terrosos, marrons e beges, como os dos MDFs Bronze e Doce de Leite (lançamento), ambos da Guararapes. Segundo a arquiteta Isabella Almeida, que assina o espaço, os painéis remetem à hospitalidade e à tradição gastronômica mineira, além de evocar os tons da terra, das montanhas e das cidades históricas, respectivamente.
“A escolha pelos MDFs da Guararapes ocorreu tanto pela qualidade técnica quanto pela expressividade estética dos painéis, que traduzem com precisão a narrativa do projeto, oferecendo tonalidades que dialogam diretamente com o conceito e com a identidade mineira. Além disso, o MDF proporciona elevado padrão de acabamento, uniformidade, durabilidade e liberdade para o desenvolvimento de soluções personalizadas de marcenaria”, destaca Isabella.
Elementos naturais, como as pedras, acrescentam nuances de verde, terracota e tons amarelados ao espaço de 46 m², setorizado em quatro áreas principais: exposição de óculos, experimentação e atendimento, institucional e lounge de convivência. Apesar das funções distintas, os espaços dialogam entre si por meio da materialidade, da iluminação indireta e da continuidade visual, conduzindo o visitante por uma experiência que revela texturas, materiais e perspectivas.
“Refúgio entre Lastros”
O “Refúgio entre Lastros” propõe uma reflexão sobre a essência do construir em Minas Gerais, resgatando saberes vernaculares e reinterpretando-os sob uma perspectiva contemporânea. Assinado pelo arquiteto Caio Araújo e pelo engenheiro civil Gustavo Ladeira, da L-ara Arquitetura, o espaço de 68 m² apresenta duas grandes empenas executadas em gabiões que definem seus limites, sua atmosfera e sua identidade por meio da presença íntegra do gnaisse, pedra utilizada em seu estado natural, sem cortes ou revestimentos.
Pensado para um hotel de região serrana, o ambiente reúne comedoria, dormitório e sala de banho em um programa com organização intuitiva, conduzida pela disposição do mobiliário e dos objetos, sem recorrer a compartimentações rígidas.
O contraponto às cerca de 70 toneladas de pedra da casa se dá pela curadoria de materiais. “A madeira está presente em todo o mobiliário móvel, e a opção pelo MDF para a bancada da cozinha se deu em função da liberdade construtiva do material e de sua praticidade para o uso diário”, explicam os profissionais, que selecionaram os painéis Verde Oliva (lançamento) e Grafite, da Guararapes, para o projeto.
A eles se somam a leveza da esteira de bambu, as peças de desenho autoral e uma paleta de tons naturais da pedra gnaisse, terrosos e verdes, criando um equilíbrio entre permanência e delicadeza, tradição e contemporaneidade. Dessa forma, o projeto apresenta a arquitetura vernacular mineira não como um estilo a ser reproduzido, mas como um repertório de princípios construtivos, materiais e culturais.
Texto: Larissa Fernanda Marcondes Gomes
Imagem: divulgação
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