Brasil é destaque de exposição e público no Salão do Móvel de Milão 2026
Projeto Brazilian Furniture levou mais de 70 nomes e marcas brasileiras para o evento neste ano e as
portas para a próxima edição já estão abertas: vencedores do 2º Prêmio Design da Movelaria
Nacional serão expostos no iSaloni 2027; inscrições vão até 03 de junho em
mkt.abimovel.com/premiodesign
O Salone del Mobile.Milano não termina quando os pavilhões se esvaziam. Para a indústria
do mobiliário, o iSaloni — maior evento da Semana de Design de Milão, na Itália —
funciona como uma espécie de laboratório ampliado do mercado: ali se observam os
materiais que ganham protagonismo, as mudanças no morar, receber e trabalhar, as
linguagens que avançam, os discursos que perdem força e como o setor, a nível global, está
buscando responder a tudo isso.
Em 2026, o evento ocorreu entre os dias 21 e 26 de abril, com o Brasil mais uma vez
presente por meio de ações organizadas pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das
Indústrias do Mobiliário) em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos), no âmbito do Projeto Setorial Brazilian Furniture. A presença
reuniu, em espaços exclusivos no evento principal, na EuroCucina e no Salão
Internacional do Banho, desde indústrias consolidadas no cenário internacional até
novos talentos e estudantes de design.
Foram mais de 70 marcas e criativos em exposição, mas o ponto central da participação
brasileira não esteve apenas na dimensão da delegação ou na presença em diferentes
pavilhões. Esteve, especialmente, na forma como o país se apresentou sob o tema
“Conexões”: como uma cadeia produtiva capaz de articular indústria, design, matéria-prima,
técnica, sustentabilidade, repertório cultural e visão de mercado.
Projeto Brazilian Furniture levou mais de 70 indústrias, designers e estudantes para o Salão do
Móvel de Milão 2026, com ações em três pavilhões (clique para ver a galeria).
Os grandes números do iSaloni 2026
A 64ª edição do iSaloni reuniu mais de 316,3 mil visitantes de 167 países, crescimento de
4,7% em relação ao ano anterior, com 1.900 marcas expositoras, mais de 6 mil
profissionais de imprensa e um público formado majoritariamente por profissionais
internacionais — 68% dos visitantes eram compradores, especificadores, investidores,
varejistas e outros operadores B2B.
E esses não são apenas números de escala. São indicadores de onde as decisões estão
sendo tomadas. Em um cenário global marcado por tensões comerciais, maior exigência
regulatória e mudanças no comportamento da demanda, Milão reafirmou seu papel como
território de exposição, diálogo e competitividade. Estar ali significa ser visto por quem
compra, especifica, distribui, investe, divulga e influencia o desenho dos mercados.
É nesse ponto que a presença brasileira ganha ainda mais significado. O Brasil apareceu
como o 4º país com maior presença de operadores qualificados no Salone 2026, atrás de
China, Alemanha e Espanha, e à frente de mercados tradicionalmente fortes no circuito
europeu. O dado aponta para algo que vai além da circulação de visitantes: indica um país
que acompanha de perto os principais fóruns do setor e que busca, de forma consistente,
ocupar os espaços onde reputação e negócios se encontram.
Milão, nesse sentido, funciona como espelho e plataforma. Espelho porque revela o nível de
exigência do mercado global. Plataforma porque permite que a indústria apresente suas
respostas, amplie conexões e transforme presença em posicionamento.
E o que o Brasil levou até lá neste ano não foi apenas uma seleção de produtos, mas
sobretudo uma leitura de país. Um país que produz em escala, mas também desenvolve
linguagem; que trabalha com diferentes matérias-primas, tecnologias e acabamentos, mas
que também vai além da matéria; que reconhece sua herança cultural, mas não se limita à
repetição de símbolos; que entende o design como instrumento de competitividade,
diferenciação e presença.
O que Milão apontou como tendência, o Brasil já traduz em repertório
De fato, seja nos pavilhões do iSaloni ou nas ativações no Fuorisalone, o que se viu este ano
foi um mercado menos interessado em objetos isolados e mais atento a sistemas de uso,
atmosfera, experiência e, uma palavra muito importante, origem.
Nesse sentido, o conceito da edição 2026, “A Matter of Salone”, trouxe a matéria-prima
como ponto de partida para discutir forma, memória, transformação, impacto e sentido. Essa
mudança de foco é relevante, pois desloca o olhar do objeto pronto para tudo o que o
constitui: a origem do material, o processo produtivo, a inteligência técnica, a durabilidade, a
textura, a superfície, a forma, a relação com o espaço e o storytelling que acompanha cada
peça.
Entre as tendências observadas apareceram com relevância superfícies mais expressivas, o
retorno de acabamentos com brilho e presença visual, mesas mais robustas, peças de maior
densidade formal, revestimentos marcantes e uma atenção renovada à dimensão tátil dos
materiais. A Wallpaper destacou, por exemplo, a volta dos laqueados, mesas com caráter
escultórico, a atualização das cadeiras tubulares e o uso de boiseries, tecidos e
revestimentos como itens arquitetônicos capazes de definir a atmosfera dos ambientes,
contrariando a pegada minimalista que pairou pelo setor de interiores por tantos anos e
reforçando a atemporalidade de certos elementos.
A Architectural Digest também apontou movimentos que ajudam a entender o espírito da
edição: o uso de cores mais vibrantes, a trama e o trançado deixando de ser apenas recurso
decorativo para assumir papel estrutural, a presença da pedra como linguagem de
arquitetura, o retorno ao fazer manual e o avanço de uma estética outdoor incorporada aos
ambientes internos. A publicação ainda destacou o vidro como um dos materiais de atenção
da temporada, explorado pela capacidade de trabalhar luz, imperfeição, transparência e
memória do processo.
Essas tendências encontram ressonância direta na indústria brasileira. Se Milão colocou
fibras trançadas, a textura, a superfície, o brilho, a matéria natural e o fazer manual no
centro da discussão, os expositores brasileiros responderam com uma produção que já
carrega esses elementos em sua própria matriz.
Essa resposta, portanto, não apareceu como tradução literal de tendência, mas como
convergência: o Brasil mostrou produtos e coleções que dialogam com a integração entre
ambientes, com o conforto físico e visual, com uma materialidade expressiva e com a
necessidade de criar espaços menos neutros e mais conectados a modos de vida reais.
No campo dos materiais e processos, alguns caminhos se destacaram. Houve o uso de
madeiras em desenhos que equilibram leveza e presença; tramas, cordas e tecidos
explorados não apenas como acabamento, mas como estrutura visual e tátil; superfícies
que reforçam a relação entre toque, luz e percepção; além de soluções voltadas ao viver
indoor-outdoor, um dos temas mais fortes da edição e parte essencial da cultura do morar
no Brasil, marcada por integração, acolhimento, informalidade sofisticada e trânsito entre
áreas internas e externas.
As peças dos expositores brasileiros em Milão evidenciaram uma convergência entre
tendências globais e repertório nacional: materialidade expressiva, tramas, texturas,
superfícies trabalhadas, conforto, fluidez entre ambientes e atenção ao uso cotidiano.
Mais do
que seguir movimentos do mercado, a indústria brasileira mostrou como muitos desses
códigos já fazem parte de sua forma de produzir, projetar e habitar (clique para ver a galeria).
Essas características ficaram claras no Lounge Brasil, situado no Pavilhão 03, espaço de
encontro e relacionamento em que o tema “Conexões” ganhou forma na convivência entre
expositores, compradores, autoridades, imprensa e parceiros.
A agenda institucional do Projeto Brazilian Furniture contou com a visita do cônsul-geral do
Brasil na Itália, embaixador Hadil da Rocha Vianna, aos espaços brasileiros (clique para ver a
galeria).
No Espaço Brasil (Pavilhão 03), a Exposição de Marcas e Produtos Brasileiros apresentou
a diversidade da produção nacional em materiais, usos e linguagens. A presença na
EuroCucina, no Pavilhão 02, e no Salão Internacional do Banho, no Pavilhão 10, ampliou
essa abordagem para categorias em que funcionalidade, tecnologia, acabamento e
experiência de uso vêm ganhando cada vez relevância.
Ambiente da Marel na EuroCucina 2026 evidencia a cozinha como espaço de convivência e
expressão material, aproximando acabamento, proporção e funcionalidade em uma leitura
contemporânea do morar (clique para ver a galeria).
No Salão Internacional do Banho, a Zen Design apresentou o olhar brasileiro para um dos
ambientes mais sensoriais do morar contemporâneo: soluções em que acabamento, proporção,
funcionalidade e experiência de uso se conectam para transformar o banho em espaço de
bem-estar, cuidado e expressão material (clique para ver a galeria).
Também ganharam ênfase propostas associadas à circularidade e à bioeconomia, como nas
peças apresentadas por destaques do 1º Prêmio Design da Movelaria Nacional, que
tiveram suas inovações expostas no iSaloni 2026 (Pavilhão 03).
Na Exibição das Peças Vencedoras do 1º Prêmio Design da Movelaria Nacional, o mobiliário
brasileiro apareceu como campo de resposta — e de provocação — para questões que já
atravessam o presente: design emergencial, circularidade, bioeconomia, novos usos, impacto e
viabilidade produtiva. O conjunto mostrou que inovar é também imaginar outras formas de
produzir, ocupar, reaproveitar e viver (clique para ver a galeria).
O interesse internacional por peças com presença escultórica também encontrou
correspondência na produção brasileira. A ELLE Decor destacou a Mostra Design +
Indústria (Pavilhão 03), evidenciando a aproximação entre fabricantes e designers que
conectam elementos da cultura nacional – de Norte a Sul, da dança às artes marciais – com
sistemas e soluções inovadoras para mobiliário.
Na Mostra Design + Indústria, o que estava em exposição era também o caminho até o produto
final: encontros entre repertórios, decisões de fábrica, gestos criativos, capacidades produtivas
e novas possibilidades de forma, uso e linguagem. Um recorte do design brasileiro como
construção coletiva, que parte das diferentes vivências, culturas, gostos, costumes e biomas de
cada região.
Essa aproximação entre brasilidade, diversidade, movimento, flexibilidade e uso traduz uma
sensibilidade muito próxima do que o mercado passou a buscar: mobiliário capaz de sair
da posição de objeto estático para atuar como elemento vivo dentro do espaço. Ou seja,
o design brasileiro não precisa se explicar apenas pela exuberância da forma ou pela
referência direta ao território.
Ele pode se afirmar pela maneira como transforma matéria em
experiência, processo em valor, identidade em solução e indústria em linguagem.
Em um mundo saturado por vocações globais semelhantes, essa capacidade de produzir
diferença com consistência é relevante. Não basta ter uma estética própria. É preciso
transformá-la em produto viável.
iSaloni 2027 já tem data: 13 a 18 de abril
O pós-Salone deixa, assim, um panorama objetivo para o setor: estar nos grandes circuitos
internacionais não é um gesto pontual de promoção, é parte de uma estratégia de longo
prazo para que o design e a indústria brasileira sejam reconhecidos por aquilo que
conseguem construir juntos – produto, valor, imagem, mercado e futuro.
Esse caminho, aliás, está aberto para empresas e profissionais de todos os portes e regiões
do país. As inscrições para o 2º Prêmio Design da Movelaria Nacional estão abertas até
03 de junho de 2026, e os vencedores terão suas peças expostas no iSaloni 2027.
Veja o
regulamento e participe: mkt.abimovel.com/premiodesign.
Sobre o Projeto Brazilian Furniture
O Projeto Setorial Brazilian Furniture é uma iniciativa da ABIMÓVEL em parceria com a ApexBrasil,
que tem por objetivo incrementar a participação da indústria e da cadeia de móveis brasileira no
mercado internacional por meio de um conjunto de ações estratégicas, tendo como base os pilares
da sustentabilidade, da competitividade e do design integrado à indústria. Centenas de empresas
fazem parte do projeto.
No ciclo atual, as entidades realizadoras convidam além de fabricantes e designers de móveis,
empresas do ramo de componentes e fornecedores da indústria a se unirem ao Brazilian Furniture,
ampliando ainda mais o alcance do mobiliário brasileiro e reforçando a competitividade da marca
"Brasil" no mundo
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Brazil Stands Out in Attendance and Exhibitor Presence at Salone del Mobile.Milano
2026
The Brazilian Furniture Project brought more than 70 Brazilian names and brands to this year’s event
— and the doors to the next edition are already open: winners of the 2nd Brazilian Furniture Design
Award will be exhibited at iSaloni 2027; applications are open until June 3 at
mkt.abimovel.com/premiodesign
Salone del Mobile.Milano does not end when the pavilions empty out. For the furniture
industry, iSaloni — the leading event of Milan Design Week in Italy — works as an
expanded laboratory for the market: a place to observe which materials are gaining ground;
how ways of living, hosting and working are changing; which design languages are moving
forward; which narratives are losing strength; and how the global industry is seeking to
respond to all of this.
In 2026, the event took place from April 21 to 26, with Brazil once again present through
initiatives organized by ABIMÓVEL (Brazilian Furniture Industry Association) in partnership
with ApexBrasil (Brazilian Trade and Investment Promotion Agency) under the Brazilian
Furniture Project. The country’s presence brought together, across dedicated spaces in
the main fair, EuroCucina and the International Bathroom Exhibition, from established
companies with an international footprint to emerging talents and design students.
More than 70 Brazilian brands and creative professionals were on display. Yet the core of
Brazil’s participation was not only the size of the delegation or its presence across different
pavilions. It was, above all, the way the country presented itself under the theme
“Connections”: as a productive chain capable of articulating industry, design, raw materials,
technique, sustainability, cultural repertoire and market vision.
The Brazilian Furniture Project brought more than 70 manufacturers, designers and students
to Salone del Mobile.Milano 2026, with initiatives across three pavilions.
The Major Numbers Behind iSaloni 2026
The 64th edition of iSaloni welcomed more than 316,300 visitors from 167 countries, a
4.7% increase over the previous year, with 1,900 exhibiting brands, more than 6,000
members of the press, and an audience made up primarily of international professionals —
68% of visitors were buyers, specifiers, investors, retailers and other B2B operators.
These are not just figures of scale. They indicate where decisions are being made.
In a
global landscape marked by trade tensions, rising regulatory demands and shifts in
consumer behavior, Milan reaffirmed its role as a territory of exposure, dialogue and
competitiveness. Being there means being seen by those who buy, specify, distribute,
invest, publish and shape the direction of markets.
This is where Brazil’s presence gains even greater meaning. Brazil ranked as the 4th
country with the largest presence of qualified operators at Salone 2026, behind China,
Germany and Spain, and ahead of traditionally strong markets within the European circuit.
The figure points to something beyond visitor circulation: it shows a country closely
following the sector’s main forums and consistently seeking to occupy the spaces where
reputation and business meet.
In this sense, Milan works both as a mirror and a platform. A mirror, because it reveals the
level of demand in the global market. A platform, because it allows the industry to present
its responses, expand connections and turn presence into positioning.
And what Brazil brought to Milan this year was not merely a selection of products, but an
interpretation of the country itself. A country that produces at scale, but also develops
language; that works with different raw materials, technologies and finishes, but also goes
beyond the material; that recognizes its cultural heritage, but does not limit itself to
repeating symbols; and that understands design as an instrument of competitiveness,
differentiation and presence.
What Milan Pointed to as a Trend, Brazil Already Translates Into Repertoire
Across the iSaloni pavilions and the Fuorisalone activations, what emerged this year was a
market less interested in isolated objects and more attentive to systems of use,
atmosphere, experience and, importantly, origin.
In this sense, the concept of the 2026 edition, “A Matter of Salone,” placed raw materials
as a starting point for discussing form, memory, transformation, impact and meaning. This
shift is relevant because it moves the focus away from the finished object and toward
everything that constitutes it: the origin of the material, the production process, technical
intelligence, durability, texture, surface, shape, the relationship with space and the
storytelling behind each piece.
Among the trends observed, expressive surfaces gained relevance, as did the return of
finishes with shine and visual presence, more robust tables, pieces with greater formal
density, striking wall coverings and a renewed attention to the tactile dimension of
materials. Experts highlighted the return of lacquered finishes, tables with sculptural
character, the updating of tubular chairs, and the use of boiserie, textiles and coverings as
architectural elements capable of defining the atmosphere of interiors — pushing back
against the minimalist approach that had shaped interiors for many years and reinforcing
the timelessness of certain design elements.
Others also pointed to movements that help define the spirit of the edition: the use of more
vibrant colors, weaving and braiding moving beyond decoration to assume a structural role,
stone as an architectural language, the return of handcraft, and the advance of an outdoor
aesthetic incorporated into indoor environments. Glass was also highlighted as one of the
materials to watch this season, explored for its ability to work with light, imperfection,
transparency and the memory of process.
These trends resonate directly with Brazilian industry. If Milan placed braided fibers,
texture, surface, shiness, natural materials and handcraft at the center of the discussion,
Brazilian exhibitors responded with a production that already carries these elements within
its own matrix.
This response, therefore, did not appear as a literal translation of trends, but as
convergence: Brazil presented products and collections that speak to the integration of
environments, physical and visual comfort, expressive materiality and the need to create
spaces that are less neutral and more connected to real ways of living.
In terms of materials and processes, several paths stood out. There were woods shaped
through designs that balance lightness and presence; weaves, ropes and textiles explored
not only as finishes, but as visual and tactile structures; surfaces that reinforce the
relationship between touch, light and perception; as well as solutions aimed at
indoor-outdoor living — one of the strongest themes of the edition and an essential part of
Brazil’s living culture, marked by integration, warmth, sophisticated informality and the flow
between indoor and outdoor spaces.
The pieces presented by Brazilian exhibitors in Milan revealed a convergence between global
trends and national repertoire: expressive materiality, weaves, textures, crafted surfaces,
comfort, fluidity between environments and attention to everyday use. More than following
market movements, the Brazilian industry showed how many of these codes are already part
of its way of producing, designing and living.
These characteristics were evident at Lounge Brasil, located in Pavilion 03, a meeting and
networking space where the theme “Connections” took shape through exchanges among
exhibitors, buyers, authorities, press and partners.
The Brazilian Furniture Project’s institutional agenda included a visit by Brazil’s Consul
General in Italy, Ambassador Hadil da Rocha Vianna, to the Brazilian spaces.
At Espaço Brasil in Pavilion 03, the Exhibition of Brazilian Brands and Products presented
the diversity of the country’s production across materials, uses and design languages.
Brazil’s presence at EuroCucina, in Pavilion 02, and at the International Bathroom
Exhibition, in Pavilion 10, expanded this approach into categories where functionality,
technology, finishing and user experience are becoming increasingly relevant.
Marel’s setting at EuroCucina 2026 presents the kitchen as a space for gathering and material
expression, bringing together finish, proportion and functionality in a contemporary reading of
living.
At the International Bathroom Exhibition, Zen Design presented a Brazilian perspective on one
of the most sensory spaces in contemporary living: solutions in which finish, proportion,
functionality and user experience come together to transform the bathroom into a space of
well-being, care and material expression.
Proposals associated with circularity and the bioeconomy also gained emphasis, as seen in
pieces presented by highlights of the 1st Brazilian Furniture Design Award, whose
innovations were showcased at iSaloni 2026 in Pavilion 03.
At the Exhibition of the Winning Pieces from the 1st Brazilian Furniture Design Award, the
selected pieces emerged as a field of response — and provocation — to issues already shaping
the present: emergency design, circularity, bioeconomy, new uses, impact and productive
viability. Together, the pieces showed that innovation also means imagining new ways to
produce, occupy, repurpose and live.
International interest in pieces with a sculptural presence also found a counterpart in
Brazilian production. The press highlighted the Design + Industry Showcase, in Pavilion
03, emphasizing the connection between manufacturers and designers who bring together
elements of Brazilian culture — from North to South, from dance to martial arts — with
innovative systems and solutions for furniture.
At the Design + Industry Showcase, what was on display was also the path toward the final
product: encounters between repertoires, factory decisions, creative gestures, production
capabilities and new possibilities of form, use and language. A snapshot of Brazilian design as
a collective construction, shaped by the different experiences, cultures, tastes, habits and
biomes of each region.
This connection between Brazilianness, diversity, movement, flexibility and use reflects a
sensibility very close to what the market has begun to seek: furniture capable of moving
beyond the position of a static object and becoming a living element within the space. In
other words, Brazilian design does not need to explain itself only through exuberant forms
or direct references to territory. It can assert itself through the way it transforms matter into
experience, process into value, identity into solution, and industry into language.
In a world saturated with similar global vocabularies, this ability to produce difference with
consistency is relevant. Having a distinct aesthetic is not enough. It must become a viable
product.Texto:
Thaís . Imprensa Abimóvel
Imagem: divulgação
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