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Vendas industriais do Paraná acumulam alta de 7,82% em 2018

Vendas industriais do Paraná acumulam alta de 7,82% em 2018

O resultado de vendas na indústria do Paraná em abril confirma a tendência de crescimento do setor projetado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) em janeiro. O valor é 17,31 % maior que o registrado no mesmo mês no ano passado e o saldo acumulado este ano já é de +7,82%.

Apesar da recuperação lenta, os dados da pesquisa Indicadores Conjunturais já apontam alta por quatro meses seguidos. “Cada vez mais setores da economia estão acumulando resultados positivos e a recuperação vem se expandindo mês a mês. Devemos manter a expectativa de um primeiro semestre melhor do que tivemos em 2017”, estima o economista da Fiep, Roberto Zurcher.

O resultado de janeiro a abril mostra que já são 14 setores com resultados positivos e apenas quatro negativos. Os que apresentaram maiores aumentos são couros e calçados (+110,25%), edição e impressão (+22,98%) e vestuário (+18,48%). Os gêneros com maiores quedas são borracha e plásticos (-23,67%), madeira (-17,05%) e material eletrônico e de comunicações (-6,06%).

Segundo o estudo, as vendas industriais de abril tiveram 1,11% de crescimento em relação a março. O aumento, embora pequeno, é atribuído ao desempenho observado em oito dos 18 segmentos pesquisados. Dois dos três gêneros de maior participação na indústria paranaense apresentaram avanço: refino de petróleo e produção de álcool (+22,42%), que é uma recuperação sazonal por conta da safra da cana-de-açúcar; e o automotivo (+0,69%), que teve estabilidade.

Além destes, o campeão de alta em abril foi o de produtos químicos (+25,23%), por conta da venda de adubos e fertilizantes no campo nesta época do ano, assim como couros e calçados (+20,28%). Já as maiores quedas foram em têxteis – fios e tecidos (-16,13%), por causa da produção menor e da queda nas exportações; móveis e indústrias diversas (-10,52%), menos vendas no mercado interno; e borracha e plásticos (-9,72%), redução de demanda e baixa após dois meses de crescimento contínuo. “Alguns segmentos da indústria têm sazonalidade inerente à atividade, enquanto outros são influenciados por aspectos da economia como políticas de governo, variação cambial e de juros. Por isso existe revezamento entre o melhor e o pior desempenho dos setores a cada mês”, explica Zurcher.

Empregos

Outra constatação do economista refere-se à geração de empregos na indústria. De acordo com os dados, dos 18 setores avaliados, oito tiveram resultados positivos e 10 negativos em abril. A alta foi sensível, de +0,19%. As áreas que mais empregaram foram as que mais venderam, produtos químicos e alcooleira. As maiores quedas foram em metalúrgica básica (1,37%) por causa da redução da produção; máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,30%); e celulose e papel (-1,10%), em função da baixa atividade.

No acumulado de janeiro até agora o índice de pessoas empregadas na indústria do Paraná é de +0,50% de crescimento em relação ao mesmo período de 2017. Os maiores aumentos acumulados são nos setores de couros e calçados (+21,42%), veículos automotores (+10,00%) e metalúrgica básica (+4,20%). Os de maiores quedas são madeira (-12,89%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,26%) e borracha e plásticos (-3,97%). “Emprego não reage tão rápido. As empresas só contratam mais quando têm certeza de que venderão mais e isto não está bem claro ainda. Outra questão é que no período de crise as empresas investiram mais em tecnologia e maquinário e a automação reduz o número de vagas significativamente na indústria”, esclarece.

Compra de insumos

Outra situação que preocupa é a opção pelo mercado externo em relação à compra de insumos pela indústria do Paraná. Os quatro primeiros meses de 2018 indicam que continua a alta dependência de produtos importados. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de +26,22% neste quesito. Só em abril, o aumento foi de +9,61 % em relação a março. “Isso reforça que hoje é necessário importar mais insumos industriais porque deixamos de produzir aqui componentes e materiais que há 10 anos estavam disponíveis. Isto é um erro, um ponto de atenção que compromete a competitividade da indústria paranaense”, alerta.

Para o economista, nos próximos meses, a pesquisa já deve trazer o impacto da greve dos caminhoneiros nas vendas. “O resultado é imediato, principalmente nos setores que dependem de transporte diário, como o de alimentos. Neste ramo, a maioria das empresas atua no conceito just in time, com estoque reduzido ou mínimo. E com a paralização prolongada, muitas deixaram de produzir e vender. Todos os setores foram afetados, uns mais e outros menos, mas a boa notícia é que ainda assim se espera um primeiro semestre melhor do que o de 2017. Isso já é um avanço”, concluiu.

 

 

 

 

Por Imprensa Sistema Fiep

Imagem: Divulgação

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