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Ritmo do desemprego diminui no Paraná

Ritmo do desemprego diminui no Paraná

Apesar do saldo ainda negativo em maio, fechamento desacelerou em relação a abril

O ritmo das demissões diminuiu em maio no Paraná. É o que revelam os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pela Secretaria do Trabalho, ligada ao Ministério da Economia. Na indústria, as demissões caíram pela metade, embora o saldo ainda tenha sido negativo, com fechamento de 7 mil vagas no mês. Em abril, o saldo ficou em -14.688 vagas.

Contando todos os setores da economia, em maio, o Paraná fechou 23.856 postos de trabalho. No acumulado de janeiro a maio, o saldo é de -47.696 vagas. Mesmo assim, o resultado é melhor se comparado aos demais estados do Sul, que tiveram redução maior. Santa Catarina acumula quase 55 mil vagas extintas no ano. E, Rio Grande do Sul, 86,6 mil. No Brasil, o saldo de maio foi de quase 332 mil postos de trabalho fechados. De janeiro a maio, o país já acumula 1,14 milhões de vagas perdidas.

“Boa parte das empresas recorreu às medidas emergenciais para manutenção de empregos, como a suspensão de contratos ou redução de jornada de trabalho e salários, o que ajudou a amenizar as demissões”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). “Mesmo assim, diversos setores industriais ainda enfrentam sérias dificuldades pela forte queda na demanda. Para que tenham fôlego e evitem novas demissões, é fundamental que as empresas tenham acesso efetivo a outras medidas, principalmente na área de crédito”, completa.

O economista avalia que o resultado pode ser diferente dentro do estado. “Pode haver uma variação nas contratações e demissões dependendo da região paranaense. Onde houver reabertura gradual poderão ser ofertadas novas vagas. Já em cidades em que houver maior rigidez nas atividades, para controlar a contaminação, o desemprego será maior”, avalia.

Desempenho por setor da indústria

Na indústria de transformação do Paraná foram fechados 6.852 postos de trabalho em maio. Os setores mais prejudicados foram automotivo (-1.841 vagas); artigos do vestuário e acessórios (-1.520); e moveleiro (-636). Já o segmento alimentício registrou saldo positivo, com 284 novas contratações, assim como fabricação de produtos do fumo (226). De janeiro a maio, a indústria de transformação acumula saldo de -8.333 vagas. O setor do vestuário registra maior perda acumulada no período, -3.460 postos excluídos. Seguido pela fabricação de móveis (-2.119); e automotivo (-1.604). Já alimentos, com 3.272 novas contratações, fumo, com 1.276, fabricação de derivados do petróleo, 299, e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, 185, tiveram desempenho positivo.

 

 

 

Por Assessoria de Imprensa Sistema Fiep

Imagem: Gelson Bampi

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