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Maio apresenta melhora nos índices e aumento do desemprego no setor moveleiro

Maio apresenta melhora nos índices e aumento do desemprego no setor moveleiro

O setor moveleiro apresentou uma leve melhora nos índices e aumento do número de demissões em maio, refletindo a instabilidade que ronda a economia brasileira nos últimos meses.

Dados divulgados pelo relatório do IEMI – Inteligência de Mercado apontam crescimento na indústria de madeira e móveis. No entanto, o cenário, apesar de positivo, não teve um impacto tão expressivo, e não impediu o desemprego neste segmento.

A produção de móveis em volumes no Brasil somou 35,7 milhões de peças, uma alta de 11%, se comparado aos 32,1 milhões de unidades alcançadas em abril de 2017.

No Rio Grande do Sul, o resultado também foi positivo. De 5,7 milhões para 6,2 mi, o que representa um crescimento de 7,9%. A produção na indústria de transformação teve aumento de 13,8% no mês, mas um recuo de -0,3% no ano.

O consumo aparente de móveis chegou a 35,4 milhões de peças em maio, alta de 11,4%. No Estado, esse número foi de 6 mi de peças, alta de 7,7% comparada a abril.

A participação dos móveis no Brasil não foi diferente. Os importados passaram de 1,9% para 2,5% e os exportados de 2,9% para 3,1%. No Rio Grande do Sul, os móveis importados representaram 1,1% do consumo interno, a exportação, 4,9%.

Com relação a produtividade do setor de móveis, a indústria moveleira teve alta de 0,7% em maio e queda de 2,2% no acumulado do ano. Já a indústria de transformação alcançou um crescimento de 6,6% no referido mês e de 2,9% a.a..

O setor de vendas do comércio varejista de móveis manteve sequência de bons resultados. Cresceu 16,3% em volume de peças e 16% nos valores das receitas, comparado ao mês de abril. No mesmo período, o Rio Grande do Sul teve crescimento de 10,6% em volume e 10,7% em valores. Os resultados ainda permanecem negativos no acumulado do ano para o varejo gaúcho, com queda de 16,7% e de -6,1% em valores de receitas.

Com relação ao volume de empregos, o setor de móveis teve alta de 2,3% em maio e de 3,9% no ano. Na indústria de transformação, a variação mensal e anual foi de 0,6%.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego – CAGED, pelo quarto mês consecutivo, houveram mais demissões do que admissões. Foram fechadas 290 vagas de trabalho em âmbito nacional, caindo para 230.391 postos. Não foi diferente no Rio Grande do Sul, que teve queda no saldo de empregos, com o encerramento de 184 postos de trabalho, consolidando 33.122.

No Brasil, a média salarial no setor de móveis teve valorização de 3,2%, alcançando R$ 1.074,10. Na indústria de transformação, houve valorização de 1%, chegando a R$ 1.135,54.

Para o presidente da MOVERGS, Volnei Benini, apesar da instabilidade nos índices do setor moveleiro, o que ganha evidência é o esforço da indústria e dos empresários em não deixar a ‘máquina parar’. “Nós acreditamos na estabilidade econômica e nas mudanças. Acreditamos que este cenário pode se manter positivo”, afirmou o executivo, que completou: “Mas isso depende de trabalho sério e dedicação. As indústrias, apesar do pouco incentivo e da elevada carga tributária, estão fazendo a sua parte”.

MOVERGS

Com mais de 30 anos de atuação, a MOVERGS representa mais de 2.700 indústrias moveleiras no Estado, e tem como lema “unir para fortalecer, renovar para crescer”. Em 2016, somente em Bento Gonçalves, o setor moveleiro faturou R$ 1,81 bilhões entre, aproximadamente, 300 empresas do segmento. A indústria totaliza no município 300 empresas e 6,44 mil empregos gerados. Dentro da indústria de transformação, a área moveleira é a que mais emprega. É, portanto, de significativa contribuição para o desenvolvimento econômico e social da cidade que é um dos principais polos do segmento no Brasil.

O Rio Grande do Sul tem, atualmente, mais de 2,7 mil empresas moveleiras, que respondem por 19% do total de móveis fabricados no Brasil. No ano passado, as indústrias de móveis e colchões faturaram R$ 10 bilhões e exportaram US$ 178,8 milhões, e os principais mercados foram Reino Unido, Uruguai, Peru, Estados Unidos da América, Chile e Argentina. Também foram responsáveis pela geração de mais de 38 mil empregos. Tais indicadores demonstram o quão representativo é o segmento no contexto da economia gaúcha, tanto pela geração de renda e tributos, quanto de postos de trabalho.

Por Luciane Rocha Martins | Insider2 Brasil

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