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INDÚSTRIA DA MADEIRA DISCUTE CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA 2017

INDÚSTRIA DA MADEIRA DISCUTE CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS PARA 2017

EMPRESÁRIOS TIVERAM ACESSO A DADOS DO MERCADO NORTE-AMERICANO E DA CONSTRUÇÃO BRASILEIRA

Apesar do cenário preocupante, com queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país por dois anos seguidos, 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016, as exportações têm diminuído os impactos negativos na balança comercial e o setor madeireiro ainda conseguiu ter perdas menores em relação ao volume exportado. A projeção é de um cenário futuro com boas perspectivas de mudança. Essa foi a conclusão a que chegaram representantes das indústrias de madeira durante reunião geral da Associação Brasileira da Indústria da Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) com empresas associadas de diferentes regiões do país.

O encontro foi promovido em conjunto com o Conselho Setorial da Indústria da Madeira da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), e apresentou temas atuais e inerentes à atividade madeireira, tanto no mercado das exportações como em relação ao consumo do mercado interno.

Na avaliação do presidente da Abimci, José Carlos Januário, o setor aguarda medidas mais assertivas, por parte do governo federal, que estimulem o setor produtivo. “Precisamos retomar a confiança a partir de políticas que garantam um câmbio competitivo para os exportadores, a necessária recuperação e real retomada do consumo do mercado interno”, afirmou Januário.

Atento às oportunidades e as movimentações dos mercados, o setor industrial madeireiro aproveita o bom momento do crescimento da economia norte-americana, principal destino das exportações de madeira do Brasil. Durante o encontro, os empresários tiveram acesso a informações sobre as perspectivas de negócios entre o Brasil e Estados Unidos. “Apesar de ainda ser cedo para fazer afirmações sobre o novo governo, a tendência é que o Brasil de beneficie das políticas implementadas pela equipe do presidente Trump”, avalia o presidente da Abimci, José Carlos Januário.

Os dados apresentados no encontro pelo gerente de Economia Desenvolvimento e Fomento da Fiep, Marcelo Percicotti, mostraram que o setor madeireiro alcançou um aumento de 6% em 2015 e chegou próximo a 2% em 2016 nas vendas para o exterior.

Na indústria de modo geral, o ano fechou no negativo, pois a maioria dos setores foi altamente impactada pela crise. Isso aconteceu, segundo Percicotti, porque falta política industrial no país, e a indústria sobrevive a um cenário de oscilação, de falta de planejamento, de fragilidade externa e de dificuldades.

Para Roni Junior Marini, coordenador do Conselho Setorial da Indústria da Madeira da Fiep, por ter um perfil mais exportador, o setor de madeira anseia por essa recuperação e incremento nos negócios com os norte-americanos. “O novo governo dos EUA tem demonstrado interesse em fazer acordos bilaterais, o que vai ser muito importante para o Brasil, já que o país paga taxas altas em vários dos produtos enviados para esse mercado”, avaliou.

Edson Campagnolo, presidente da Fiep, que também esteve presente à reunião, lembrou que o setor produtivo da madeira é altamente relevante para a economia brasileira. Por isso, segundo Campagnolo, “a união deste segmento, estratégias comerciais e aberturas de novos mercados é fundamental para fazer frente aos desafios que já surgiram, que estão em curso e que ainda virão”.

Construção nacional pode aquecer venda de madeira

Uma das bandeiras da Abimci, o estímulo ao consumo da madeira no mercado interno, em especial na construção civil, também esteve em pauta na reunião. Euclesio Finatti, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), disse que o setor está otimista para este ano e avalia que o PIB deve voltar a melhorar a partir de 2018. “A inflação na construção civil é alta. Somos sensíveis à taxa de juros, à renda e ao emprego. Na crise, nosso ciclo é longo; somos os primeiros a entrar e os últimos a sair dela”, ressaltou.

Para que o desenvolvimento aconteça, é necessário, segundo ele, “estabilidade macroeconômica, demanda de mercado, principalmente no imóvel popular, oferta e um setor financeiro e de investimentos disposto a emprestar”. Além disso, o setor precisa pensar em desenvolvimento industrial para ajustar a produtividade. Outro ponto fundamental a ser analisado, na opinião de Finatti, é o déficit habitacional brasileiro, que está em torno de seis milhões.

“É onde podemos atuar de maneira prioritária. Até 2025, precisamos ter em estoque 80 milhões de habitações. Hoje, o Brasil tem aproximadamente 210 milhões de pessoas, e essa população vai subir. Temos muito que fazer nos próximos anos, e temos condições para isso. Precisamos olhar nosso setor de forma positiva para que ele resolva o déficit habitacional do país”, disse.

Para o superintendente da Abimci, Paulo Pupo, as indústrias da construção e de madeira estão diante de novas oportunidades. “Precisamos entender e capitalizar o momento, para consolidar esse método construtivo eficiente e inovador. Mas, para isso, será necessário que os fabricantes de madeira se preparem para atender as exigências técnicas do mercado. Há uma chance real de aumentarmos o consumo per capita de madeira no mercado interno”, afirmou.

Na avaliação de Carlos Mendes, diretor executivo da Apre, a construção civil concentra justamente as grandes oportunidades de negócios para o setor florestal e, por isso, é fundamental que as empresas que estão na cadeia do processamento busquem se aperfeiçoar cada vez mais para oferecer produtos de qualidade.

“Vemos um trabalho grande das entidades no sentido de aprimorar a norma de madeira serrada e a norma de wood frame. Isso quer dizer que se vamos buscar aproveitar as oportunidades na construção civil, teremos que oferecer madeira de qualidade”, completou.

 

Por Juliane Ferreira | Interact Comunicação

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