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Indústria 4.0: O futuro do setor fabril mundial

Indústria 4.0: O futuro do setor fabril mundial

Atenta às mudanças, F. Way investe em tecnologias do novo conceito e qualificação para colaboradores

Caracterizadas por desenvolverem mudanças radicais por meio da incorporação de novas tecnologias, as revoluções industriais impactam diretamente na economia, política e sociedade ao redor do mundo. Iniciada no século 17 com a criação da máquina a vapor, hoje vivenciamos o que para muitos teóricos é o início da quarta geração, a Indústria 4.0, que surge otimizando processos e aumentando a produtividade através da convergência das tecnologias físicas, biológicas e digitais.

O conceito de Indústria 4.0 propõe uma alteração completa na maneira que as fábricas operam. Utilizando a inteligência artificial correlacionada em diferentes dispositivos e descentralizando o controle de cadeias produtivas, a revolução implica na adoção gradual de sistemas físico-cibernéticos que se comunicam entre eles e com outras tecnologias, como máquinas, produtos e pessoas. Esse processo deve tornar as produções cada vez mais eficientes, autônomas e customizáveis. Segundo o levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para este conceito, será de, no mínimo, R$73 bilhões por ano.

Embora todo o potencial, existe o consenso entre os especialistas que a indústria nacional ainda está em grande parte na transição para a Indústria 3.0, que aplica automação por meio da eletrônica, robótica e programação. Apesar da defasagem do setor quando comparado a países desenvolvidos, já existem empresas que estão aderindo as transformações e buscando se adequar ao modelo mais moderno na Europa.

Um exemplo dessa mudança é o FK Grupo, especializado em atender a nova demanda do mercado corporativo, que integrou o processo ainda em 2006 no setor de produção de espuma e, pouco tempo depois, expandiu para outros setores. “Hoje, em alguns campos, o sistema tem a capacidade de operação simultânea, dados são adquiridos de forma instantânea através de diversos tipos de sensores utilizando a tecnologia IoT (Internet das Coisas), o que nos dá a capacidade de tomar decisões em tempo real”, explica Denis Llorente, gerente de PPCP / Qualidade do FK Grupo (dono das marcas F.Way e Sittz).

Outra inovação que tem se tonado possível com essa revolução é a utilização do sistema RFID (Identificação por Radiofrequência), que captura os dados por meio de frequência de rádio para realizar uma tarefa. Uma das maiores vantagens desse sistema é o fato de permitir a codificação em ambientes hostis e em produtos onde o uso de código de barras não é eficaz, que torna o processo mais rápido e permite alterações no meio da produção.

Otimista, ele crê em uma maior acessibilidade às novas tecnologias por empresas de todos os portes, refletindo em produtos com padrão de qualidade e preços finais melhores. Assim como o FK Grupo, diversas empresas aguardam a melhora da economia para que o custo de equipamentos e softwares fiquem mais acessíveis a todos os tipos de indústria, para poder retomar os investimentos. Ele destaca que em alguns setores da empresa já existem sistemas implantados há algum tempo, que resultaram em uma diminuição drástica de alguns custos de produção.

Embora as melhorias oferecidas pelo conceito, a transição do processo ainda é um obstáculo a ser superado pelo setor industrial, exigindo arrojo e visão de futuro das empresas. “Os desafios foram e ainda serão grandes, com as fábricas mais automatizadas novas demandas de trabalho surgiram enquanto algumas deixaram de existir”, comenta. Ele ainda lembra que essa mudança é natural com a automatização e que muitos trabalhos manuais e repetitivos foram substituídos por mão de obra automatizada. “Os profissionais precisaram ser capacitados tecnicamente. Setores de desenvolvimento como P&D, T.A. e T.I. foram criados dentro da empresa, que demandam alto custo, mas por outro lado, estão dedicados diariamente a desenvolver novas tecnologias e dar suporte às existentes, tudo em tempo reduzido em relação a terceirização que o mercado oferece”, relembra Llorente. A Quarta Revolução Industrial exigirá das empresas adaptações consistentes para não se tornarem obsoletas e se manterem ativas no mercado.

Sobre o FK Grupo

Desde 1985 transformando ambientes corporativos. Qualidade, inovação e tecnologia. O FK Grupo e suas bandeiras oferecem produtos que atendem os mais diversos segmentos corporativos com qualidade, ergonomia e conforto. O grupo conta com uma estrutura fabril de 75.000m² divididos em 5 plantas, tapeçaria de nível internacional além de forte investimento em engenharia, design e qualidade dos processos produtivos.

fkgrupo.com/pt

 

 

 

 

Por Marcelo Hermsdorf

Imagem: Divulgação

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