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Experiências internacionais mostram caminhos para construção civil no Brasil

Experiências internacionais mostram caminhos para construção civil no Brasil

Cases de sucesso em várias partes do mundo foram exibidos no 3o Congresso Latino-Americano Steel Frame, realizado em São Paulo (SP)

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A evolução do sistema Light Steel Frame no mundo e o quadro atual no Brasil foram destaques no último dia do evento, realizado no Maksoud Plaza, em São Paulo (SP). Profissionais renomados do setor na América Latina debateram ao longo da quarta-feira (20/06) e quinta-feira (21/06) avanços e entraves que o setor enfrenta.

O sistema construtivo é consolidado em diversos países do mundo, mas ainda encontra um amplo espaço para crescimento no Brasil. O faturamento estimado no país, considerando Light Steel Frame e Dry Wall, em 2017 foi de R$ 275.16 milhões. Em 2016 esse indicador foi de R$ 237,81 milhões. Ou seja, obteve um crescimento de 15,7%.

A experiência internacional como diretor da BRE, na Inglaterra, foi a primeira atração da quinta-feira (21/06). Orivaldo Barros, mostrou iniciativas importantes para apoiar a cadeia produtiva da construção industrializada.

– As pessoas são o grande patrimônio. É o conhecimento que proporciona a mudança. Entre os desafios que percebemos no Reino Unido, mas que são comuns no cenário internacional, estão o desenvolvimento de construções mais baratas e melhoria de performance energética nas edificações – disse.

O presidente da Argus Systems, dos Estados Unidos, Jonathan Fox, fez uma curiosa provocação lembrando que ainda há empresas que destinam o material no canteiro de obra e deixam que os operários decidam como fazer. A solução construtiva integrada em Steel Frame foi apresentada pelo gerente geral da Pinnacle America Latina & Caribe, Alvaro Toriello que destacou o uso do Concreto Celular Liviano (CCL), material produzido exclusivamente a partir de matérias primas naturais como água, areia e cimento.

A palestrante Sonia Ganen, da Speed Framing, da Argentina, ressaltou a alta oferta de materiais presentes na Argentina e o aumento de demanda por obras em conjuntos residenciais, educacionais e comerciais.

– Análise de negócios e planejamento precisam vir antes da execução. Podemos comprar produtos, mas não podemos comprar produtividade e conhecimento de profissionais – disse.

A necessidade de qualificação dos profissionais foi lembrada pelo arquiteto, Vladimir Lignelli, da Block Arquitet’s, do Uruguai. O desempenho do Sistema Light Steel Frame antes e após o terremoto de 7.8 graus no Equador foi detalhado pelo arquiteto German Delgado, diretor do Atelier Urbano. O palestrante destacou o êxito na aceitação da tecnologia pela sociedade pelas características estruturais eficientes e rapidez na reconstrução das edificações. O terremoto ocorreu em 16 de abril de 2016 deixando 611 mortos e uma série de problemas estruturais no país. O plano de recuperação incluiu de forma pioneira no país, o uso da tecnologia Light Steel Frame na reconstrução de habitações populares.

O panorama no Brasil e suas perspectivas foram trazidos pelo engenheiro Carlos Roberto De Luca. O profissional chamou a atenção para a importância de trabalhar a qualificação não só de quem está no canteiro de obra, mas também dos arquitetos e projetistas. A arquiteta Silvia Scalzo, do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), apresentou números do setor no Brasil. Um fenômeno é a concentração de empresas fabricantes de perfis na região sudeste do país. A cada três empresas, duas estão localizadas nessa região (60% estão no Sudeste, 30% no Sul, 5% no Centro-Oeste, 5% no Nordeste e 0% nenhuma empresa no Norte).

A norma do sistema LSF no Brasil foi a pauta do engenheiro Zacarias M. Chamberlain. O especialista alertou para importância dessas regras que ajudam a proteger vidas e patrimônio. Já o engenheiro Marcelo Micali fez um resgate histórico explicando que o método tradicional existe a quatro mil anos, enquanto o Light Steel Frame tem pouco mais de cem anos, estando presente no Brasil há a apenas 25 anos.

– O fluxo financeiro é maior no método Steel Frame, ou seja, mais rapidamente é preciso desembolsar o investimento. Porém, no final das contas, a obra vai sair mais em conta – disse.

Como lidar com posições conservadoras e mudar a percepção do usuário foi o tema apresentado por Ricardo J. Botelho. O profissional, da área da comunicação, destacou de forma bem humorada aspectos que tornam arquitetos cautelosos na hora de inovar.

– O que precisa mudar é a abordagem que é feita em cima desses profissionais. É preciso ser criativo – disse.

O encerramento contou com apresentação da concepção ao Pós Obra, a partir do case Melnick Even exibido pelos engenheiros João Paulo Maria e Willians Leal do Amaral.

Outras informações sobre o evento podem ser obtidas no site congressosteelframe.com.br.

Redação: Marcelo Matusiak
Coordenação: Marcelo Matusiak

 

 

 

Por PlayPress Assessoria

Imagens: Marcelo Matusiak

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