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Expansão do mercado de cópias de móveis acelera busca por originais

Expansão do mercado de cópias de móveis acelera busca por originais

Enquanto o mobiliário que tenta imitar clássicos do design vira campeão de vendas no varejo, a indústria do luxo e o circuito museológico se esforçam para preservar a aura desses móveis, detonando uma busca por originais.

“Há duas tendências distintas”, diz a crítica de design Adélia Borges. “Uma delas é o design se tornar um item colecionável, o que explica pessoas que pagam muito caro por cadeiras para ver, e não sentar. Por outro lado, está havendo uma disseminação grande do interesse e um amadurecimento do mercado que não chamo de banalização.”

Depois de anos de pesquisa e extensas negociações com possíveis doadores, o Museu da Casa Brasileira acaba de redesenhar toda a mostra de sua coleção permanente, que passou a exibir clássicos de Joaquim Tenreiro, Sergio Rodrigues, Lina Bo Bardi, Geraldo de Barros, entre outros. “Essas coisas só se encontravam fora do Brasil, mesmo com todo o interesse e a hipervalorização”, diz Giancarlo Latorraca, diretor do museu paulistano.

“A gente precisou correr para conseguir peças antes que o mercado devorasse os originais.” Nem todas as peças agora em exposição, no entanto, são exemplares fabricados por seus idealizadores. Latorraca conta que a instituição aceitou reedições de algumas delas na falta de uma peça de época, hoje já cara demais.

CLASSE AAA Essas reedições de móveis tanto de brasileiros quanto de estrangeiros, aliás, movimentam a outra ponta do mercado, a dos colecionadores em busca de raridades.

De olho nesse estrato endinheirado da clientela, empresas como a alemã Vitra, que representa o espólio de grandes designers europeus, fincaram pé no Brasil e aos poucos tentam combater o mercado agressivo das cópias -a Vitra abriu até uma fábrica em São Paulo para diminuir o custo final de cadeiras de Charles Eames, Alvar Aalto, Norman Foster e outras grifes de seu time.

“Há produtos que você olha e sabe que é uma cópia muito grosseira”, diz Lúcia Susuki, porta-voz da Vitra no país. “Mas também existe um interesse maior por móveis originais. Quem compra uma cadeira Eames nas Casas Bahia nem sabe quem é o Eames.”

Embora não seduzam a “classe AAA”, nas palavras de Susuki, as cópias multiplicadas no varejo nem sempre são ilegais -muitos desses móveis, como a cadeira Eames, caíram em domínio público, enquanto mudanças mínimas no desenho de uma peça às vezes são suficientes para driblar problemas legais.

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

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