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A CHINA DAQUI, A CHINA DE LÁ

A CHINA DAQUI, A CHINA DE LÁ

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Por Ivo Cansan |

Atitudes diárias, disciplina, tecnologia, produtos, e invenções. A China que conhecíamos não é mais a mesma. O maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,36 bilhão de habitantes, quase um quinto da população da Terra, mudou. É fundamental destacar que desde a introdução de reformas econômicas em 1978, a China tornou-se uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, sendo o maior exportador e o terceiro maior importador de mercadorias do planeta. A industrialização reduziu a taxa de pobreza de 53% (1981) para somente 8% no ano de  2001. O sucesso do mercado chinês, muda as gestões modernas do mundo inteiro. Os cientistas produziram interpretações mecanicistas do mundo natural e os filósofos e psicólogos articularam as teorias mecanicistas da mente e do comportamento humano. O uso das máquinas e suas tecnologias transformam radicalmente a natureza da atividade produtiva e deixa sua marca através dos tempos. Este país é reconhecido pelo alto desenvolvimento de produtos inovadores, mas também por suas cópias.

Produtos “mais do mesmo”  que insistem em ser fabricados e exportados, muitas vezes com custos inferiores aos de outros países, (uma vez que lá existe tecnologia para manter processos rápidos e em larga escala), onde as cópias simples, apodrecem mercados inteiros. Alguma semelhança? São apenas ações mundiais cotidianas. Agora, no caso  desta super potência, a forma como anseiam estar no “topo” é a linha divisória em comparativo com nações em desenvolvimento.

Contudo sabemos que não precisamos ir tão longe para encontrar clones. Habitualmente (e infelizmente) aqui, utiliza-se até alguns jargões quando tratamos deste assunto, como por exemplo: “Nada se cria, tudo se copia” ou então, “nos inspiramos em alguns modelos vendáveis”. Esta multiplicação de produtos e seus modelos pré estabelecidos, faz parte de um processo evolutivo e que está presente em todas as áreas (moda, automobilismo, eletrônicos e tecnologias, moveleiros entre outras). No Brasil, refletem ações tão amplas que  recaem sobre os consumidores com efeito dominó. Vou explicar: Por muito tempo, as  indústrias criavam os  produtos, depois os ofertavam ao mercado, sem saber  quais eram as reais necessidades ou desejos dos consumidores. Num segundo momento, passou-se então a fabricar móveis  baseados em informações de lojistas, gerentes, vendedores e outros que  tinham voz ativa e um certo contato com quem realmente utiliza estes produtos. Quando resolveram ir ao encontro da demanda, buscou-se formadores de opinião. Estes por sua vez, visitavam feiras internacionais e de uma maneira até generalista, introduziram o perfil de mobiliário europeu nos  lares brasileiros – sem se preocupar com a disponibilidade de matérias-primas, sistemas  produtivos, mão de obra e serviços, entre tantas outras situações. O processo evolutivo continuou, então buscou-se uma leitura mais profunda do novo perfil do consumidor nacional: onde moram, como vivem, do que gostam e o que anseiam. As pesquisas começaram estes apontamentos. Passou-se então a trabalhar com hipóteses de  que ser  diferente ou diferenciado, era tão somente ofertar produtos  com cores  ou padrões diferentes, sem muitas  mudanças em suas características,  não se preocupando com as experiências de compra e atendimento, o que envolve conhecimento técnico do que se oferece, e todas as dificuldades e processos incorretos da prestação de serviços – que continuavam agravando-se. Veja que o efeito dominó acontece e o consumidor continua utilizando produtos com baixa carga tecnológica, que a concepção existiu de forma impensada, há pouca funcionalidade e muitas vezes com proporções e materiais inadequados a utilização, espaço e necessidades.

Então, neste processo interno e individual dos líderes, deve haver um posicionamento: desejamos reproduzir cópias ou buscarmos inspiração? A verdade é que ainda hoje não se dá oportunidade real aos  consumidores para escolherem, de fato, os seus móveis. Entendemos que é mais fácil (e menos custoso) receber tudo isto pronto dos  fornecedores – que pesquisaram no mercado de forma parcial as tendências e oferecem “garantias” do sucesso do produto final por  intermédio da inserção de  seus  insumos – o que é uma forma bastante simplista de enxergar necessidades e desejos dos consumidores. Devemos ouvir  sim,  quem fará uso dos objetos.

 Para tanto, é fundamental seguirmos um passo a passo, simples mas que funcionou perfeitamente em países desenvolvidos:

  • Busca de informações especializadas,
  • Investimento em P&D,
  • Engenharia,
  • Adaptação de máquinas e equipamentos,
  • Modificação de produtos,
  • Melhoria nos processos,
  • Novos processos.

Concluída esta fase, iniciaremos um novo estágio desta evolução. Fornecedores, fabricantes e lojistas não precisam competir, e sim unir-se em prol das melhores experiências de compra e utilização. Isto não é uma guerra! Estamos todos no mesmo barco e todos temos direito ao lucro! E saiba, o lucro não é pecado. A cadeia produtiva da madeira e móveis tem como objetivo principal garantir móveis de qualidade, atendendo as demandas expressadas, uma vez que somos prestadores de serviço também: o do bem estar!

Copiar nada mais é do que reproduzir inconscientemente, sem reflexão ou aprofundamento. Inspirar-se é estudar a referência, entender sua construção, seu objetivo ou fim e ainda reformulá-los para novas situações, necessidades e utilizações. É importante ter nossos acervos, seleções, e inspirações. Mas é ainda mais importante dar um novo significado, para então tornar-se uma referência. Que possamos utilizar o exemplo positivo e os acertos da China para também nos tornarmos uma potência mundial.

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